Volta de instalação – Parte 10 / 2004

•março 14, 2008 • Deixe um comentário

Ralf e Montoya

Aaaaaah… A Williams FW26, nariz de morça, de Antonia Terzi. Muita gente achou um carro horrendo, eu gostei muito, arrojado e ainda assim com formas sensacionais. Não se viu mais nada revolucionário como aquela tentativa ousada da Williams. O problema é que não deu certo, nem um pouco certo.

Em Melbourne Ralf Schumacher e Montoya até conseguiram largar em posições respeitáveis, mas o conceito de quilha zero ainda não estava maduro e os engenheiros da Williams nunca entenderam muito bem o que acontecia com o ar que passava pelas laterais do nariz de morça. A idéia de ter o maior espaço de ar possível indo para o difusor para gerar efeito solo foi interessante e bem aplicada, mas o ar que sobrava gerou um forte desequilíbrio e o modelo ficou extremamente difícil de acertar.

Na Austrália, largaram logo atrás das Ferrari, mas um abusado Fernando Alonso tomou o terceiro posto e o resto da prova foi uma procissão liderada pelos carros vermelhos, Ralf e Montoya amargaram a quarta e a quinta posição, respectivamente.

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Volta de instalação – Ferrari 87/88B On-Board

•março 14, 2008 • 2 Comentários

Sendo um razoável jornalista enquanto piloto de kart, resolvi colocar à prova minha vasta experiência em pilotagem pelas ruas do Albert Park. Com o auxílio do jogo rFactor, escolhi a Ferrari 87/88B, que levou um banho das McLaren em 1988, mas era absolutamente linda.

São seis cilindros em V a 90º que, alimentados por um turbo geram cerca de 600 cavalos para mover os 543 quilos do monoposto. Bem menos potentes que os modelos atuais, que chegam ao redor dos 800 cavalos, e com muito menos aletas aerodinâmicas, os níveis de aderência e velocidade em reta são bem menores do que uma F2008.

Minha vantagem são os pneus Goodyear, slick, visualmente fantásticos e muito mais amigáveis à pilotagem, mesmo que sem controle de tração.

Então partimos para a volta: na reta principal, escalo até a quinta marcha, a 268 km/h, e então freio um pouco antes da placa de 100 metrose reduzo à segunda marcha, a pouco mais de 180 km/h. Contorno o S “Jones/Brabham” e entro na segunda reta onde vou atingir 273 km/h até a forte freada para a curva 3, que faço em primeira marcha, à 90km/h.
Na retomada de velocidade a traseira escapa um pouco, sem o controle de tração e assim acelero com cuidado para contornar a 4, ainda assim o carro foge um pouco de frente e passo além da zebra, em direção à rápida Whiteford, feita em terceira marcha a mais de 200 km/h.

Mais uma pequena reta e a variante de média Albert Road, onde dou uma escapada de frente e coloco duas rodas na terra, o que compromete minha retomada de velocidade na Lauda, uma curva de alta contornada a mais de 240 km/h. Em seguida a segunda freada mais forte do traçado, em preparação para chicane Clark, contornada em primeira marcha a pouco mais de 100 km/h, em direção à reta oposta onde se atinge 270 km/h com a 87/88B.

Dividindo a reta oposta, o S da Walte, é a sessão mais complicada da pista, a entrada poderia ser em quarta marcha, mas depois de duas tentativas falhadas (que resultaram em muro), vou numa conservadora terceira, à 200 km/h, e centralizo o carro mais cedo para a segunda perna, perdendo milésimos inesgotáveis para a inaptidão automobilítica…

Sigo confiante até a freada forte da Ascari, reduzindo para segunda marcha e 170 km/h, enquadro o carro para a Stewart e, num assombro de arrojo, tento contorná-la em terceira marcha, perco a traseira, busco no contra esterço e preparo a freada da Prost, feita em primeira marcha a pouco mais de 70 km/h e desembocando na reta principal. 1min41s002 o tempo da volta. Beeeeem… Uns 12 segundos pior que o mais lento nos treinos de sexta, mas vale justificar que estava num carro de 20 anos atrás?

Volta de instalação – Parte 9 / 2003

•março 13, 2008 • 1 Comentário

Montoya, Coulthard e Raikkonen

Após o amplo domínio de Michael Schumacher, na temporada 2002, o domínio da primeira fila em Melbourne pelas Ferrari mandou calafrios à espinha da oposição. Foi o ano da estréia das novas regras de qualificação, uma volta com o combustível para a corrida e até aquele momento parecia que a Ferrari tinha se acertado melhor que a concorrência no novo método.

Após a largada, Barrichello e Schumacher, nessa ordem, começaram a abrir uma boa vantagem para os concorrentes, mas com a pista úmida, o brasileiro perdeu o controle e acertou a mureta de proteção. Schumacher tomou a dianteira, mas logo parou para trocar seus pneus. Voltou ainda em ritmo forte e tudo indicava que tinha a prova sob controle.

No entanto, após atacar uma zebra com muita agressividade, os defletores laterais de se carro forma danificados e a direção de prova, por motivos de segurança, pediu que ele entrasse nos boxes para remover as partes destruídas. O que a Ferrari não contou, naquele momento, é que Schumacher segurou a parada o máximo possível, pois aida precisava de um splash’n’go para terminar a prova.

No fim das contas Montoya e Coulthard tinham a melhor estratégia. O colombiano liderava a corrida com confiança, mas uma rodada no fim da prova tirou entregou a liderança de bandeja a Coulthard. Raikkonen completou o primeiro pódio sem Ferrari após um longo período.

Volta de instalação – Parte 8 / 2002

•março 13, 2008 • Deixe um comentário

Ralf atropela Rubinho

O ano anterior foi de mais um título de Michael Schumacher e após uma centena de declarações de “1b” por parte de Rubens Barrichello, ele se afirmou nos treinos para a primeira corrida do ano e garantiu a pole-position. Poderia ser o início da carga para a conquista de um título?

A arrancada foi boa, Rubinho cobriu a linha externa e, em seguida, tomou o traçado ideal da curva, só que no mesmo momento, Ralf “sou um dos três melhores pilotos de F-1” Schumacher, na época promissor, mas hoje comprovadamente só com o sobrenome a citar, teve a idéia brilhante de frear o mínimo possível para a tomada da chicane.Sem tempo de reação, o que se viu foi uma forma estranha de “transformer” que parecia o acasalamento entre uma Williams e uma Ferrari, só que o resultado foi uma corrida abortada para ambos.

Michael Schumacher agradeceu e registrou a primeira vitória da temporada que o levou ao seu título mais fácil. Em 2002, o único concorrente era Barrichello, que foi impedido, a partir da terceira corrida, de ameaçar o domínio do alemão.

Volta de instalação – Parte 7 / 2001

•março 13, 2008 • 1 Comentário

Batida entre Ralf e Villeneuve

O GP da Austrália de 2001 ficou marcado por uma fatalidade. Numa disputa de posição entre Ralf “sou um dos três melhores pilotos da F-1” Schumacher, o irmão ruim, e Jacques Villeneuve, o último foi projetado em direção ao muro e uma das rodas de sua BAR atingiu um fiscal de pista, de 52 anos, que faleceu devido aos ferimentos.

O caso é que Ralf, tentando levar vantagem na retoma de velocidade após a curva, aplicou um brake test em Villeneuve, que não esperava, tentando pegar uma carona no vácuo, e encheu a traseira do Williams, sendo catapultado em direção ao muro. O acidente fez com que os tirantes que seguram as rodas dos F-1s fossem reforçados e aumentados em número, além de novas medidas para as cercas de proteção serem aplicadas.

Volta de instalação – Parte 6 / 2000

•março 12, 2008 • 1 Comentário

Flying Mullets

Aha, mas então o GP da Austrália em 2000 marcou a estréia de Rubens Barrichello na Ferrari! E daí? O foco aqui é o “herói” argentino, Gaston Mazzacane, que fez sua primeira corrida de Fórmula-1 pela Minardi, no mesmo dia.

“Flying Mullets”, como foi carinhosamente apelidado no circo, pelo seu moderno corte de cabelo, sem nenhuma referência à preferência castelhana por esse visual, não teve um dos começos mais fantásticos que já se viu em grandes prêmios. Após três temporadas de F-3000, em que marcou somente dois pontos, por um quinto lugar, a saída repentina de Esteban Tuero (seu conterrâneo), abriu uma vaga na equipe Minardi e os corruptos milhões do canal de esporte PSN (depois a empresa fechou como sabemos), bancou a escolha de Mazzacane.

Na sua primeira volta em um bólido de F-1 em final de semana de GP, com apenas 600 quilômetros de testes, Flying Mullets rodou. Como bom latino, se recompoz em meio a uma esfumaçada pirueta e em seguida marcou um tempo 1,5 segundo mais lento que seu companheiro de equipe, Marc Géne. Ainda assim, conseguiu se qualificar para a corrida, no último lugar. Mas ao seu lado tinha uma presença futuramente “ilustre”, o também estreante Jenson Button, que tivera problemas elétricos em sua Williams.

Uma boa largada viu Mazzacane ultrapassar a Prost do outro estreante, Nick Heidfeld e a auto-destrutiva Jaguar de Johnny Herbert. Em breve, porém, o argentino seria relegado a último, mas sem perder posições, Herbert e Heidfeld abandonariam com problemas mecânicos. Apesar de inúmeras beliscadas de terra e saidinhas de pista, Mazzacane conseguiu manter o carro apontado para a área asfaltada da pista e só abandonou após 40 voltas, com o câmbio quebrado.

Volta de instalação – Parte 5 / 1999

•março 11, 2008 • Deixe um comentário

Incêndio duplo na largada

A foto não está lá muito boa, pois só encontrei o momento no Youtube. Os testes de inverno tinham sido extremamente promissores para a equipe Stewart, depois de dois anos tenebrosos, imersos em inesgotáveis quebras mecânicas. Na primeira corrida do ano, Rubens Barrichello conseguiu um impressionante quarto lugar nos treinos, atrás apenas das McLaren e de uma Ferrari.

Partiu para a volta de apresentação, contornou o parque em Melbourne e, segundos após alinhar para a largada, a TV australiana encontrou, no meio do grid, uma enorme coluna de fumaça. As bandeiras amarelas foram agitadas e a largada abortada. Era a Stewart de Johnny Herbert, em 13º. O problema é que, no mesmo momento, mas com foco atrasado da geração de imagens, o carro de Barrichello também irrompeu em chamas. O pesadelo dos últimos anos encarnava em um cabo elétrico que se rompeu, junto ao reservatório de óleo, dos dois carros!

O carro reserva foi entregue a Rubinho e Herbert ficou de fora da largada. Só que o brasileiro agora sairia dos pits, depois que todo o pelotão passasse. O carro era bom, então agora era respirar fundo e partir para cima da concorrência. De último, logo foi galgando posições. Coulthard teve problemas no câmbio e Hakkinen parou com o motor quebrado, as duas McLaren estavam fora do jogo.

Em meio a sua recuperação desabalada, Rubinho ainda foi penalizado com um Stop & Go por ultrapassar o safety car quando saía dos boxes. Sua parada coincidiu exatamente com a entrada do carro madrinha, comprometendo mais ainda o seu desempenho. Ainda assim, ultrapassou as Arrows de Pedro de la Rosa e Tora Takagi e assumiu a quinta posição. O Stewart era realmente um bólido para o pelotão da frente.

Ficou aquele desapontamento, porém, a posição de largada de Rubinho era à frente de todos aqueles que terminaram a corrida em posições melhores que a sua. O que faria à Stewart uma vitória na estréia?