Análises profundas – McLaren MP4/23

McLaren Mp4-23

McLaren MP4/23

“A McLaren é uma Ferrari prateada”, declarou ontem o todo poderosos da Ferrari, Luca de Montezemolo. Voltando 15 anos atrás é uma versão bastante irônica de uma frase de Ayrton Senna para Alain Prost, quando a grande força era a Williams, mas o brasileiro sonhava com uma McLaren que fizesse frente: “Pinte seu carro de vermelho e branco e dá para mim!”.

A grande graça de tudo isso é que, realmente, os novos modelos da Scuderia e do Team são de fato incrivelmente parecidos. No entanto, não acredito que seja real influência do famoso dossiê Stepney/Coughlan. O MP4/23 apresenta grande parte dos conceitos de seu antecessor, como o bico tamanduá, o aerofólio dianteiro em cunha, o conjunto da suspensão traseira e dianteira. Ao mesmo tempo, as soluções para a parte traseira das duas equipes são muito parecidas.

Credito isso, porém, ao refinamento aerodinâmico. Trabalhando com conceitos comprovados (ao invés de investir em revoluções como a Honda fez no ano passado, estatelando o seu campeonato…) deve existir um limite de alternativas válidas e o avanço leva a respostas semelhantes. Daí é que veio a decisão da McLaren de aumentar seu entre-eixos ligeiramente, enquanto a Ferrari optou por reduzir, deixando os bólidos ainda mais semelhantes, já que essa era a diferença mais destacada das duas filosofias.

O trabalho sobre as novas medidas de segurança no cockpit também resultou nessas ombreiras horrorosas arredondadas, enquanto que a entrada de ar do santantônio tem forma triangular tanto no F2008 quanto no MP4/23. Além das laterais recortadas no fundo, que, agora que a Toyota também adotou o conceito, é normal geral para todas as equipes.

Enfim, o processo evolutivo do melhor carro de 2007 – isso porque as McLaren foram as únicas a funcionar bem em todos os circuitos, mantendo-se sempre como primeira ou segunda força, além de apresentar melhor confiabilidade – tem tudo para dar a Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen chances de brigar pelas vitórias. O campeonato, entretanto, acho que será difícil com dois “rookies”, pois faltará aquele “cacoete” para extrair tudo do carro, no acerto, principalmente em provas que não favoreçam as escolhas de engenharia da equipe inglesa. Há, ainda, o agravante da verba menor para essa temporada, já que os patrocinadores espanhóis diminuíram suas cotas com a saída de Alonso e com a multa aplicada pela FIA no escândalo da “espionagem”.

 

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~ por Bernardo Bercht em janeiro 13, 2008.

2 Respostas to “Análises profundas – McLaren MP4/23”

  1. A McLaren sem dúvida terá de trabalhar um pouco mais para lidar com a perda do Alonso. E como pilotos de testes não podem testar no fim de semana, a menos que algum titular fique assitindo sentadinho nos boxes, a dupla titular terá que aprender na marra a escolher o acerto. Nada como desafios novos numa nova temporada.

  2. Agora vamos ver se a escolha de “sir ron dennis” realmente foi a melhor.
    Se o seu pupilo hamilton consegue trabalhar sozinho pra conseguir o titulo.
    Ainda acho que o Alonso vai fazer mta falta a equipe.

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