Preview Estados Unidos – Indianápolis

Depois da corrida maluca do Canadá, o circo chega à lendária “Brickyard” de Indianápolis para a continuação da maratona americana da Fórmula 1. Essa poderá ser a 7ª e última visita da categoria ao peculiar traçado norte-americano, por sinal. Desde a confusão protagonizada pela Michelin em 2005, as negociações se complicaram com Tony George, o “dono do parquinho”.O último contrato termina esse ano e, apesar de retomarem as conversações para 2008, o futuro da F1 nos Estados Unidos pode estar ameaçado. Além de George querer um “desconto” do Bernie, usando como arma o acordo recente firmado com a MotoGP; o inesgotável todo poderoso da FIA anda berrando aos quatro ventos que a categoria não precisa dos Estados Unidos para se sustentar. Imagino a felicidade de Toyota, Mercedes e Honda com essas declarações ponderadas…

Vamos deixar os cartolas de lado e focar na parte esportiva… A pista mista de Indianápolis possui dois segmentos interessantes. A última curva, emprestada do oval, detentora de uma inclinação inédita para a F1 até 2000, e o resto do circuito composto por cotovelos grampos ligados por pequenos segmentos de reta.

A inclinação foi a principal catalisadora para o desastre logístico de 2005, em que os pneus Michelin se auto-destruíam depois de algumas passagens. Além de requerer acertos de suspensão assimétricos para não comprometer a borracha, a curva de alta velocidade desemboca num dos melhores pontos de ultrapassagem da temporada, o que sempre trás emoção para as corridas.

Ferrari se acostumou a ser a primeira que cruza a BrickyardIsso parece ter funcionado muito bem para a Ferrari nos últimos sete anos. Apenas em 2001 a Scuderia foi derrotada, obra de um inspirado Mika Hakkinen na sua última temporada da categoria. Enquanto que no Canadá a vantagem para os carros vermelhos era teórica, nos EUA a prática foi sempre comprovada.

Isso significa que, se a McLaren continuar com vantagem, essa deve ser menor. Além disso, a BMW não deve dar a mesma dor de cabeça para os italianos. Outro aspecto que pode melhorar as coisas para a Ferrari é a volta dos pneus mais duros, que parecem trazer uma dificuldade maior de acerto para a turma de Ron Dennis.

Ainda assim, o foco vai estar na briga interna das McLaren. Depois do chocolate que levou de Lewis Hamilton em Montreal, Fernando Alonso está babando para mandar as conversas sobre “sentir a pressão” para longe (de preferência não para o Japão, onde espera chegar já com o título no bolso).

Enquanto isso, o estreante Hamilton vai perdendo um pouco da sua vantagem de “franco atirador” por ser estreante. Antes se esperava que andasse próximo de Alonso, agora que começou a aparecer na frente, começa a ter a obrigação de continuar por ali. Se bem que, pela cara, ele está adorando esse negócio de liderança!

A BMW finalmente conseguiu seu pódio na temporada e agora deve estar louquinha para incomodar a Ferrari novamente. O abençoado Robert Kubica não quer perder de jeito nenhum esse momento bom da equipe e vai fazer força para estar ao lado de Nick Heidfeld na largada da Brickyard.

Kubica espera o ok para correr nos EUAAcredito que seja muito cedo depois daquela tremenda pancada, mas existe um lema para os pilotos de competição de que se deve voltar para o carro e acelerar o mais cedo possível, ou perder aquele ímpeto extra para o resto da carreira. De qualquer forma, Timo Glock e Sebastian Vettel, os pilotos reservas, vão estar botando olho no cockpit do polonês.

(Pela tarde Kubica foi impedido pela FIA de participar da corrida para não arriscar algum dano cerebral permanente em caso de um novo impacto. Sebastian Vettel, piloto de testes da BMW foi o escolhido para substituir o polonês)

A partir daí a fila fica apertada pelos pontinhos e nas últimas provas todo mundo (menos a Spyker) tem tido chance de beliscar. A Renault apresentou a maior velocidade de reta no Canadá, o que para Indianápolis é ainda mais positivo. Williams e Red Bull devem brigar seriamente pelos pontos (se a mecânica segurar as pontas…).

No vácuo devem vir as Super Aguri e a Honda, desesperada para finalmente colocar as coisas no lugar com a filial menor. De qualquer forma, fiquem atentos com o heróico Takuma Sato! Trulli pode trazer alguma respiração para a Toyota, mas Ralf deve bailar de novo com as Toro Rosso e as Spyker.

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~ por Bernardo Bercht em junho 14, 2007.

Uma resposta to “Preview Estados Unidos – Indianápolis”

  1. Se a McLaren continuar com a vantaggem? Nem diga uma coisa dessas! Senão o campeonato já era.

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