Guerreiro chorão!

Barrichello e a primeira vez no topo do pódio

Hoje o paizão Barrichello completa 35 anos, mantendo o Rubinho, porém, como referência principal. Isso para destacar a jovialidade e cordialidade que sempre marcaram o caráter do provável recordista de participações na F1. Até agora está em 3º, mas na próxima temporada deve ultrapassar a marca de Riccardo Patrese, com 256 grandes prêmios.

Barrichello lidera Coulthard na F3 InglesaSão 30 anos de carreira desde os diversos títulos de kart da infância, o início de adolescência na Fórmula Opel e na Fórmula 3 e enfim a estréia, ainda garoto, na Fórmula 1, aos 21 anos. Até aquela terceira corrida de 1993, parecia que tudo seria meteórico para ele.

Numa equipe pequena o jovem piloto circulou toda uma prova na 2ª posição, esbanjando confiança debaixo de chuva torrencial! A bomba de combustível quebrou, entretanto, talvez um marco para os próximos anos difíceis. A performance, porém, exaltou a imprensa brasileira que 1 ano depois propagaria a mentira bem contada de que ele poderia ser o novo herói nacional e substituir Senna.

Para muitos virou motivo de piada, deboche. Para outros existe a imagem de piloto medíocre, fruto das comparações com imortais que surgem apenas uma vez a cada 10 anos no esporte. O meu retrato do Rubinho, no entanto, é o de um lutador passional, mas incansável. Na tal F1 impossível de ultrapassar nos deu alguns dos lances mais memoráveis das últimas temporadas, dribles fantásticos em Ralf Schumacher, ultrapassagem dupla nos irmãos Schumacher, por fora em Kimi Raikkonen e Montoya…

Segundo lugar com a estreante Stewart - Monaco, 1997Não, ele nunca foi o mais talentoso do grid, ou o mais rápido (o que normalmente está associado), mas sempre se recusou a seguir as limitações do seu carro, andando muito à frente de seus companheiros de equipe quando defendeu as cores de Jordan e Stewart. Por sinal, desenvolveu em três anos um carro capaz de disputar pódios regularmente com a equipe escocesa, tendo performances brilhantes como no encharcado Mônaco de 1997 e se recuperando da última colocação para a quinta, na Austrália, em 1999.

Erguido no pódio por Hakkinen e CoulthardVeio a Ferrari, em 2000, e o provável grande passo da carreira. Veio também a primeira vitória, as lágrimas incontroláveis no pódio da Alemanha, mas, apesar das outras 8 que chegaram, ficou sempre aquela sensação amarga para os torcedores de não bater de frente com Schumacher, seja por contrato, seja por escolha… Cinco temporadas foi tempo demais… Provocou um desgaste profundo… Rubinho teria forçado a aposentadoria esperando sua vez na Ferrari? Não, não está na hora…

Assinou com a Honda, com a possibilidade de expandir o contrato para 3 temporadas. 2006 foi extremamente difícil, um ano para acumular ainda mais desgastes. Mas quando vem a pergunta, a réplica é sempre positiva, pensando na frente e projetando um sonho, que não chegou completo para Barrichello… Por minha conta acrescento: ainda…

Quatro rápidos momentos de uma carreira de muitas conquistas:

Ninguém se agüentava na pista nos treinos para o GP da França de 1999. No meio do aguaçeiro Rubinho fez a festa! E a pole, de Stewart

Na chuva, na raça, lá de trás… A primeira vitória, em 2000

San Marino, 2003. Quem disse que não dá para passar no circuito de Ímola? Um drible sensacional em Ralf para conquistar o pódio

A melhor de todas. Um show de pilotagem em Silverstone, 2003. Com direito a ultrapassar Montoya e Raikkonen por fora durante a prova

Acelera Rubiiiinho! E parabéns, claro!
Rubinho a bordo do McLaren de 1991, que levou Senna ao t�tulo

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~ por Bernardo Bercht em maio 23, 2007.

3 Respostas to “Guerreiro chorão!”

  1. Me surpreendi com texto imparcial seu sobre o Rubinho.
    Aquela ultrapassagem no Ralf foi sacanagem, a mãe dele havia morrido no dia anterior, nem pra dar um desconto… ou então ultrapassasse sem humilhar, né?
    O Rubinho se destaca bem na Jordan e na Stewart, um piloto que pode impressionar quando não há muita pressão.

    Ainda não consigo que o título é de sua autoria…

  2. Como eu disse, me subestimas! 😉
    Quanto à ultrapassagem em Imola. Discordo completamente do teu ponto de vista. Não houve humilhação ali. Todos sabemos da incrível dificuldade de ultrapassar nesse autódromo e forçar aquele drible foi a única forma do Williams perder aderência para que o Rubinho conseguisse passar. Foi desconcertante, talvez, mas essencial e esportivo. Como o Ralf tinha optado por correr, mesmo com a morte da mãe, nada mais respeitoso com a decisão do que disputar a posição para valer. Ou deveria o Barrichello comboiar até o final? Não concordo.
    Quer maior pressão do que um país inteiro querer te aposentar? Ou então a de assinar com uma equipe para trazer o carro para frente como piloto vitorioso e o projeto do ano sair errado? Enfim…

  3. Comboiar até o fim? Não, eu não disse isso. Só falei para ultrpassar sem humilhar, coitado do cara… Perde a mãe e depois a moral.
    Quem disse que o país inteiro quer aposentá-lo? O país inteiro gosta do Rubinho, apesar de todas as piadinhas, o Brasil como um todo sempre torceu para ele, e a maioria pouco acompanha a F1. Ou seja, a maioria faz pouca pressão. Nós somos minoria, porque assitimos a todas as corridas. E apenas a minoria da minoria quer que ele aposente, eu, por exemplo, não faço questão nenhuma. Rubinho rende posts… uahuahauhau Brincadeira, mas eu não faço questão mesmo, ele que faça o que achar melhor, não existe pressão para que termine sua carreira.
    E, depois, se o carro da Honda não rende, não é culpa dele. Todo pontinho que ele conquistar é mérito dele. Onde está a pressão? Ela só existe quando se corre com carro de ponta, não é o caso.
    abs

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