Volta de instalação – Parte 8 / 2002

•Março 13, 2008 • Deixe um comentário

Ralf atropela Rubinho

O ano anterior foi de mais um título de Michael Schumacher e após uma centena de declarações de “1b” por parte de Rubens Barrichello, ele se afirmou nos treinos para a primeira corrida do ano e garantiu a pole-position. Poderia ser o início da carga para a conquista de um título?

A arrancada foi boa, Rubinho cobriu a linha externa e, em seguida, tomou o traçado ideal da curva, só que no mesmo momento, Ralf “sou um dos três melhores pilotos de F-1″ Schumacher, na época promissor, mas hoje comprovadamente só com o sobrenome a citar, teve a idéia brilhante de frear o mínimo possível para a tomada da chicane.Sem tempo de reação, o que se viu foi uma forma estranha de “transformer” que parecia o acasalamento entre uma Williams e uma Ferrari, só que o resultado foi uma corrida abortada para ambos.

Michael Schumacher agradeceu e registrou a primeira vitória da temporada que o levou ao seu título mais fácil. Em 2002, o único concorrente era Barrichello, que foi impedido, a partir da terceira corrida, de ameaçar o domínio do alemão.

Volta de instalação – Parte 7 / 2001

•Março 13, 2008 • 1 Comentário

Batida entre Ralf e Villeneuve

O GP da Austrália de 2001 ficou marcado por uma fatalidade. Numa disputa de posição entre Ralf “sou um dos três melhores pilotos da F-1″ Schumacher, o irmão ruim, e Jacques Villeneuve, o último foi projetado em direção ao muro e uma das rodas de sua BAR atingiu um fiscal de pista, de 52 anos, que faleceu devido aos ferimentos.

O caso é que Ralf, tentando levar vantagem na retoma de velocidade após a curva, aplicou um brake test em Villeneuve, que não esperava, tentando pegar uma carona no vácuo, e encheu a traseira do Williams, sendo catapultado em direção ao muro. O acidente fez com que os tirantes que seguram as rodas dos F-1s fossem reforçados e aumentados em número, além de novas medidas para as cercas de proteção serem aplicadas.

Volta de instalação – Parte 6 / 2000

•Março 12, 2008 • 1 Comentário

Flying Mullets

Aha, mas então o GP da Austrália em 2000 marcou a estréia de Rubens Barrichello na Ferrari! E daí? O foco aqui é o “herói” argentino, Gaston Mazzacane, que fez sua primeira corrida de Fórmula-1 pela Minardi, no mesmo dia.

“Flying Mullets”, como foi carinhosamente apelidado no circo, pelo seu moderno corte de cabelo, sem nenhuma referência à preferência castelhana por esse visual, não teve um dos começos mais fantásticos que já se viu em grandes prêmios. Após três temporadas de F-3000, em que marcou somente dois pontos, por um quinto lugar, a saída repentina de Esteban Tuero (seu conterrâneo), abriu uma vaga na equipe Minardi e os corruptos milhões do canal de esporte PSN (depois a empresa fechou como sabemos), bancou a escolha de Mazzacane.

Na sua primeira volta em um bólido de F-1 em final de semana de GP, com apenas 600 quilômetros de testes, Flying Mullets rodou. Como bom latino, se recompoz em meio a uma esfumaçada pirueta e em seguida marcou um tempo 1,5 segundo mais lento que seu companheiro de equipe, Marc Géne. Ainda assim, conseguiu se qualificar para a corrida, no último lugar. Mas ao seu lado tinha uma presença futuramente “ilustre”, o também estreante Jenson Button, que tivera problemas elétricos em sua Williams.

Uma boa largada viu Mazzacane ultrapassar a Prost do outro estreante, Nick Heidfeld e a auto-destrutiva Jaguar de Johnny Herbert. Em breve, porém, o argentino seria relegado a último, mas sem perder posições, Herbert e Heidfeld abandonariam com problemas mecânicos. Apesar de inúmeras beliscadas de terra e saidinhas de pista, Mazzacane conseguiu manter o carro apontado para a área asfaltada da pista e só abandonou após 40 voltas, com o câmbio quebrado.

Volta de instalação – Parte 5 / 1999

•Março 11, 2008 • Deixe um comentário

Incêndio duplo na largada

A foto não está lá muito boa, pois só encontrei o momento no Youtube. Os testes de inverno tinham sido extremamente promissores para a equipe Stewart, depois de dois anos tenebrosos, imersos em inesgotáveis quebras mecânicas. Na primeira corrida do ano, Rubens Barrichello conseguiu um impressionante quarto lugar nos treinos, atrás apenas das McLaren e de uma Ferrari.

Partiu para a volta de apresentação, contornou o parque em Melbourne e, segundos após alinhar para a largada, a TV australiana encontrou, no meio do grid, uma enorme coluna de fumaça. As bandeiras amarelas foram agitadas e a largada abortada. Era a Stewart de Johnny Herbert, em 13º. O problema é que, no mesmo momento, mas com foco atrasado da geração de imagens, o carro de Barrichello também irrompeu em chamas. O pesadelo dos últimos anos encarnava em um cabo elétrico que se rompeu, junto ao reservatório de óleo, dos dois carros!

O carro reserva foi entregue a Rubinho e Herbert ficou de fora da largada. Só que o brasileiro agora sairia dos pits, depois que todo o pelotão passasse. O carro era bom, então agora era respirar fundo e partir para cima da concorrência. De último, logo foi galgando posições. Coulthard teve problemas no câmbio e Hakkinen parou com o motor quebrado, as duas McLaren estavam fora do jogo.

Em meio a sua recuperação desabalada, Rubinho ainda foi penalizado com um Stop & Go por ultrapassar o safety car quando saía dos boxes. Sua parada coincidiu exatamente com a entrada do carro madrinha, comprometendo mais ainda o seu desempenho. Ainda assim, ultrapassou as Arrows de Pedro de la Rosa e Tora Takagi e assumiu a quinta posição. O Stewart era realmente um bólido para o pelotão da frente.

Ficou aquele desapontamento, porém, a posição de largada de Rubinho era à frente de todos aqueles que terminaram a corrida em posições melhores que a sua. O que faria à Stewart uma vitória na estréia?

Volta de instalação – Parte 4 / 1998

•Março 11, 2008 • Deixe um comentário

Coulthard deixa Hakkinen passar

O GP da Austrália de 1998 foi uma tremenda demonstração de força da McLaren. Após vencer a última corrida do ano, cortejando o campeão mundial da Williams, Jacques Villeneuve, as flechas de prata estavam finalmente afiadas para conquistar o título. Largando da primeira fila e dando uma volta em todo o pelotão, Coulthard e Hakkinen não deixaram dúvidas sobre o favoritismo na temporada.

Villeneuve amargaria uma temporada abaixo da crítica, a Williams envolta em problemas com seus motores mecachromes, nada mais que Renaults de segunda mão. Schumacher abandonou com o motor quebrado e o caminho ficou fácil para as McLaren. Ainda assim, geraram polêmica.

No meio da prova, Hakkinen, que era o líder, teve problemas no pit stop o que permitiu a tomada da ponta por Coulthard. A McLaren tinha proposto um acordo de cavalheiros, para maximizar os pontos, em que aquele que fizesse a primeira curva na frente teria preferência para vencer. Somando isso ao pit desastroso do finlandês, informaram a Coulthard que ele deveria deixar Hakkinen vencer.

Faltando duas voltas para o fim, o escocês tirou o pé na reta e permitiu a ultrapassagem. Terminaram a prova alinhados e deixaram espectadores e a F-1 como um todo, com aquele gosto de cabo de guarda-chuva pela primeira vez em muitos anos. A Ferrari, porém, achou interessante e, em 2001 e 2002, colocou o método em prática duas vezes, na Áustria.

Volta de instalação – Parte 3 1997

•Março 7, 2008 • Deixe um comentário
Coulthard Melbourne 1997
Ayrton Senna venceu o GP de Adelaide, na Austrália, em 1993. A partir daí, a McLaren viveu um jejum de mais de 3 anos sem vitórias na F-1. A temporada de 1996 apresentou alguns lampejos de recuperação, mas a Mercedes ainda estava encontrando seu caminho como fornecedora de motor e Adrian Newey ainda não tinha chegado e a Marlboro estava dando exclusividade para a Ferrari.
Coincidentemente, em Melbourne, na corrida de estréia do novo patrocinador West, David Coulthard brilhou, numa exibição de força impecável das novas flechas de prata anglo-germânicas. Após a largada, Villeneuve liderava Irvine, com Coulthard no encalço dos dois. Para a sorte do escocês, a Williams e a Ferrari se tocaram, deixando a ponta de bandeja para a McLaren.
Não pensem que o trabalho foi fácil, porém. Michael Schumacher estava na segunda colocação e coube a Coulthard manter o ímpeto do alemão, pela primeira vez com uma Ferrari competitiva, sob controle. Perdendo a liderança apenas nas paradas de boxes, Coulthard quebrou o jejum e, de quebra, o queridinho de Ron Dennis, Mika Hakkinen, completou o pódio, na terceira colocação. A mostra de força porém, não daria grandes saltos nesse ano, guardando o retorno fulminante para 1998, só que com Hakkinen, que faturou o mundial.

Volta de instalação – parte 2 / 1996

•Março 7, 2008 • Deixe um comentário
Estréia de Villeneuve
Ahá! Pensaram que para a imagem de 1996 eu iria colocar a clássica capotagem do Martin Brundle na largada! Mas nããã, eis aqui o grande fato daquela corrida: a estréia de Jacques Villeneuve.
Com o título de 1995 da Cart no bolso, o canadense assinou com a Williams para a temporada 1996. Cheio de caprichos, como sempre foi, Jacques testou muito e fez com que a Williams tivesse de achar uma nova filosofia de acerto para o carro, que nem sempre deu certo naquele primeiro ano e, apesar da superioridade das Williams, quem ficou com o título foi Damon Hill.
Em Melbourne, porém, o canadense começou se impondo e marcou a pole position. Depois do começo acidentado de Brundle, liderou com convicção, voltou à frente depois dos pits, mas, pressionado por Hilld, perdeu o carro na freada da reta principal, fez um pouco de rally cross, e ainda conseguiu segurar Hill, mas pouco depois perdeu a liderança, numa manobra costumeiramente limpa do inglês. Ainda assim, uma das melhores estréias, que mostrou as credenciais daquele que seria campeão mundial em 1997.

O último defensor da Coroa

•Março 7, 2008 • 1 Comentário

Senna e Lamy

Em dia de “celebrar” os 200 anos da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, vale lembrar do último representante lusitano a participar de um Grande Prêmio de Fórmula-1. Com nome de conde, José Pedro Mourão Nunes Lamy Viçoso, ou simplesmente Pedro Lamy, nasceu também em março de 1972 e iniciou sua carreira sobre jantes (rodas) em campeonatos mirins de motocross. Apesar da escolha ser ligeiramente inusitada, levando em conta o destino na profissão, não é tão incomum. Continue lendo ‘O último defensor da Coroa’

Volta de instalação – Parte 1

•Março 7, 2008 • 1 Comentário

Pits melbourne

Olá visitantes ocasionais do Downforce. Após mais uma ausência pouco inspirada, que prometera que não aconteceria (pareço até o Nick Fry sobre o desempenho da Honda), estou de volta às postagens. Essa nota classifico mais como uma carta de intensões do que deve aparecer nos próximos dias, vésperas tão aguardadas do novo começo para a Fórmula-1 e também palco para outras competições de esporte a motor que já começaram a se desenvolver.

Vou numerar as intenções, mas não prometo seguir a cronologia, pois sou um blogueiro instável:

1) Imagens comentadas que marcaram os últimos 12 Grandes Prêmios da Austrália, em Melbourne, começando em 1996, dois momentos por postagem até o final de semana da corrida.

2) Mais uma encarnação do meu especial sobre Spa-Francorchamps, interrompido lamentavelmente no ano passado por eventos de impacto trágico e traumático comparáveis à morte de uma formiga.

3) Algo sobre as aventuras tresloucadas de jornalistas gaúchos no kartódromo de Tarumã, no mês de fevereiro. Este que vos escreve protagonizou uma recuperação digna de um Rubens Barrichello, lutando pelas primeiras posições no começo, caindo para último, brigando até segundo e… enfim… Pilotando como nunca e perdendo como sempre…

4) Uma volta virtual do vosso escriba metido a piloto, youtubada, em Melbourne. Só que ainda não escolhi o veículo… Pode ser um BMW F1.07, pode ser um fusca, um BMW M3, um Copersucar ou então um Opalão gaudério, vai depender da logística… Claro que comentários presunçosos sobre as características da pista vão acompanhar…

5) Previsões por equipe para a temporada 2008. (Que preguiiiiiça, isso vai dar um trabalho danado e todo mundo já fez alguma…), mas, como bom blog de corrida, é preciso redigir e errar bastante, senão perde a graça.

6) Deve ter algo sobre o Rubinho também, pois sou brasileiro e não desisto nunca?

Que igualdade é eeeeeeessa!!!???

•Janeiro 31, 2008 • 3 Comentários

igualdade.jpg
Auto-explicativo, nas palavras do Pat Symonds…